quarta-feira, 21 de março de 2012

VIVA A POESIA!

O dia 21 de março foi designado pela UNESCO, em novembro de 1999, como a data anual da comemoração do Dia Mundial da Poesia

Com esta ação, a UNESCO reconhecia a importância do papel da poesia nas artes e culturas ao longo dos tempos, em todo o mundo.
O dia foca-se também na recuperação de tradições orais como a recitação de poemas, saraus de poesia, em diferentes espaços culturais a nível mundial.
O dia 21 de março de 2000 foi o primeiro Dia Mundial da Poesia.
 
Mas, afinal, o que é a Poesia?
Alguns poetas expressam a sua opinião:

Poesia
é uma ilha
rodeada de palavras
por todos os lados
                           Cassiano Ricardo

Ver Claro
Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro,
dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver
claro.
Se regressar
outra e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade
Abençoado seja se lá chegar.
                                                Eugénio de Andrade

Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
                                                         Florbela Espanca
Pode também gostar de ouvir este poema cantado por Luís Represas.


Autopsicografia
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
                                            Fernando Pessoa

O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê.

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo.
                                                              Sophia de Mello Breyner
Os poetas também nos deixam conselhos:

Peguem num poema e leiam-no
Não é preciso mais nada.
                                                       Eugénio de Andrade

Poesia
Para quê buscar-te para além dos astros
Se andas tão perto da gente?
                                                        Sebastião da Gama

Convidámo-lo a ouvir o poema "Na praia lá da Boa Nova, um dia", António Nobre, dito por Rita Reis no programa Um Poema Por Semana, na RTP2.
A Biblioteca também conta com a sua visita.

Já reparou nos poemas a "esvoaçar ao vento" à espera de leitores curiosos?

GOSTAS DE TEATRO?

Queres fazer parte do elenco que vai levar à cena a adaptação de um capítulo da obra "Uma Aventura na Casa Assombrada", em Lisboa, no âmbito do Concurso "Uma Aventura Literária... 2012"?

Não percas tempo! As audições são já no dia 23 de março.

"ADIVINHAS" - resultados

Nº de Participantes: 24

Alunos – 18 (75%)
Professores – 2 (8%)
Encarregados de Educação – 3 (13%)
Outra situação – 1 (4%)

ORA DIGA LÁ…

1. Uma meia meia feita, outra meia por fazer, diga lá então,
    quantas meias vem a ser?
R: ½ meia

2. O que é que está no fim da Terra e no meio do Mar?
R: Letra A

3. O que será? Pensem bem. Está em tudo e nada tem.
R: Letra D.

4. O que é que todo o nariz tem na ponta?
R: Letra Z.

5. Qual é a coisa qual é ela que mal entra em casa fica logo à janela?
R: Botão.
6. Tem esporas não é cavaleiro
    Tem bolsos não tem dinheiro
    Canta matinas não é sacerdote
    Sabe as horas não sabe o norte.
      R: Galo

7. Branco é meu nascimento
    Amarelo a minha cor
    Minha mãe velha sem dentes
    Meu pai um belo cantor.
R: Ovo ou pinto

8.  O que é, que é, que nasce grande e morre em pé?
R: Lápis.

9.   Em Inglaterra fui feita
     Em Portugal fui vendida
     Se me prendem estou salva
     Se me soltam estou perdida.
R: Agulha
10. No campo me criei metida entre verdes laços
Quem mais chora por mim é quem me faz em pedaços.
R: Cebola
Esta atividade foi do agrado de 92% dos participantes (22 dos inquiridos gostaram de participar neste passatempo).

Comentários dos participantes:
  • Gostei muito desta actividade, deviam promover um concurso com os encarregados de educação.
  • Gostei muito de participar deviam promover um concurso com os alunos e os respectivos encarregados de educação ao vivo na biblioteca, promovendo assim o espaço para a comunidade.
  • Mantenho a minha opinião de que estes passatempos "para todos" são interessantes.
  • Penso que este tipo de atividades é enriquecedor para os alunos, professores, auxiliares... porque nos ajuda a estimular o nosso cérebro.
  • Diverti-me e aprendi. Continuem.
  • Tem algumas perguntas difíceis. :)
  • Esta atividade é muito gira.
  • Apesar de não saber se ganhei acho que foi uma boa actividade para melhorar os nossos conhecimentos.
  • Estas adivinhas são engraçadas e ao mesmo tempo difíceis, mas o importante é rir.
  • Gostei mais ou menos de participar, mas podia ser mais fácil.
A equipa da biblioteca felicita todos os que participaram neste passatempo, independentemente do grau de concretização alcançado.

terça-feira, 20 de março de 2012

A PRIMAVERA JÁ CHEGOU!

Primeiro dia de Primavera, desenhado por Marimekko
Música & Poesia de mãos dadas para darmos as boas-vindas à PRIMAVERA.



 
PRIMAVERA
           O chão começa a levantar-se,
          A pentear-se.
          Apetece-lhe um banho.
          Olha para os braços
          para a barriga
          para as pernas:
          - Mãe, tenho o corpo cheio de borbulhas.
          - Deixa, minha filha. É isso que os homens
          chamam de flores.

Histórias com Juízo, Mário Castrim
UMA GLICÍNIA
A janela pensava que ninguém pensava nela.
- Pobre de mim, que ninguém se lembra de mim!
Ora a trepadeira, certo dia, foi muito devagarinho até que chegou lá acima e quando chegou lá acima ofereceu-lhe uma glicínia.
A janela agora já não está só. Quando a terra lhe quer dizer alguma coisa, telefona pela trepadeira.
Histórias com Juízo, Mário Castrim
 


http://dias-com-arvores.blogspot.pt/
         ANUNCIAÇÃO
          Surdo murmúrio do rio,
          a deslizar, pausado, na planura.
          Mensageiro moroso
          dum recado comprido 
          dum recado comprido,
          di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
          dos salgueirais:
          a neve derreteu
          nos píncaros da serra;
          o gado berra
          dentro dos currais,
          a lembrar aos zagais
          o fim do cativeiro;
          anda no ar um perfumado cheiro
          a terra revolvida;
          o vento emudeceu;
          o sol desceu;
          a primavera vai chegar, florida.
Miguel Torga

          GLÓRIA
          Depois do Inverno, morte figurada,
          A primavera, uma assunção de flores.
          A vida
          Renascida
          E celebrada
          Num festival de pétalas e cores.
Miguel Torga
letterpress-swallow-flipbook

«Oh, como a Primavera era minha amiga! (...)
Que alvoroço no peito quando no céu surgiam as primeiras andorinhas!
A garotada estarrecia-se a olhá-las; e elas velozes, aos ziguezagues, pareciam dizer:
"Vem aí a Primavera
Bonecos de Luz,
Romeu Correia


PASSATEMPOS EM LINHA: Resultados

Participaram 78 utilizadores (36 no “Caça-Provérbios2”; 24 em “Adivinhas” e 18 em “Surpresa”).
Parabéns a todos os participantes!                                              
Caça-Provérbios 2 - Utilizadores

Caça- Provérbios 2 – Soluções / Percentagem de respostas certas
A opção correta é:
1.     Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto.(94%)
2.     Para bom entendedor, meia palavra basta. (83%)
3.     As palavras voam, a escrita fica. (53%)
4.     De livro fechado, não sai letrado. (31%)
5.     Tanto lês, que trelês. (33%)
6.     Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti. (86%)
7.     Fazer bem, sem olhar a quem. (69%)
8.     A conselho amigo, não feches o postigo. (25%)
Provérbios adaptados
1. “O livro é o melhor amigo do homem.”
R:O cão é o melhor amigo do homem.
2. “A ocasião faz o leitor.”
R: A ocasião faz o ladrão.
Nota: Houve 6 participantes que acertaram na totalidade das respostas (4 alunos e 2 professores). PARABÉNS!
 
Avaliação da atividade

Resultado do desafio:
«Seja criativo! Adapte um provérbio à sua escolha, de acordo com a temática da Leitura.»

Foram apresentados 21 “provérbios adaptados”.
Divulga-se, de seguida, a seleção da equipa da biblioteca, baseada nos critérios estabelecidos:
·         O ler e o sonhar, tudo vai do começar.
·         A ler é que a gente se entende.
·         A palavra é de prata e a leitura é de ouro.
·         Não deixes para amanhã o que podes ler hoje.
Gostaríamos que os seguidores do blogue elegessem a adaptação que consideram mais original.
Podem fazê-lo já, de imediato.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia do Pai

Doodle da Google


O Dia do Pai constitui uma homenagem aos pais de todo o mundo. Em Portugal, o Dia do Pai celebra-se a 19 de março, o dia dedicado a São José.
·         O culto a São José começou no século IX.

·         Não se sabe ao certo em que data José nasceu ou morreu, mas o papa Gregório XV, em 1621, referiu a data de 19 de março como a da sua morte.

·         Tornou-se também o santo padroeiro (protetor) dos carpinteiros, pela profissão que tinha.

·         O nome José vem do hebreu  «Youssef» e significa "que Deus acrescente".

·         Em Itália, Espanha Bolívia, Honduras e Liechtenstein os pais também são homenageados neste dia.

Curiosidades:
A primeira homenagem explícita a um pai de que o mundo tem notícias aconteceu na Babilónia, há cerca de 4 mil anos. Arqueólogos encontraram uma homenagem escrita em argila de um garoto chamado Elmusu para o pai.

Sugestão de Leituras